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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Publicações

O Povo Dogon – Arte Africana

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Gianni Puzzo e Denise Dias Barros fizeram diversos documentários sobre a sociedade Dogon, na República do Mali, onde viveram entre 1994 e 1996.
Depois disso, foram diversas viagens para trabalho de pesquisa no caso de Denise e de registro audiovisual de Gianni. A Casa das Áfricas possui em seu acervo parte desse trabalho.

Le peuple du village de Songo

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Gianni Puzzo e Denise Dias Barros fizeram diversos documentários sobre a sociedade Dogon, na República do Mali, onde viveram entre 1994 e 1996. Depois disso, foram diversas viagens para trabalho de pesquisa no caso de Denise e de registro audiovisual de Gianni. A Casa das Áfricas possui em seu acervo parte desse trabalho.

Le peuple de Kikinu

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Gianni Puzzo e Denise Dias Barros fizeram diversos documentários sobre a sociedade Dogon, na República do Mali, onde viveram entre 1994 e 1996. Depois disso, foram diversas viagens para trabalho de pesquisa no caso de Denise e de registro audiovisual de Gianni. A Casa das Áfricas possui em seu acervo parte desse trabalho.

África Negra: História e Civilizações, Tomo II (Do século XIX aos dias de hoje)

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Elikia M’Bokolo
São Paulo, Salvador: Casa das Áfricas, Edufba, 2011
Este volume II da África Negra: História e Civilizações…

África Negra: História e Civilizações, Tomo I (até o século XVIII)

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Elikia M’Bokolo
São Paulo, Salvador: Casa das Áfricas, Edufba, 2009
Este volume I da África Negra: História e Civilizações cobre o período menos conhecido da história africana e um dos mais difíceis de abordar. Ver-se-á neste livro que, longe de estar recheado apenas com as continuidades, este tempo longo do passado africano foi talvez, em primeiro lugar, o das invenções contínuas, sob a forma de uma incessante bricolagem, de laboriosas adaptações ou de rupturas radicais. (Elikia M’Bokolo)

A Questão Ancestral: África Negra

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Fábio Leite
São Paulo: Casa das Áfricas, Palas Athena, 2008

A obra explora a proposição de que várias esferas ligadas à estruturação e dinâmica dos processos sociais de três sociedades negro-africanas (Iorubá, Agni e Senufo) possuem uma dimensão ancestral dotada de concretude histórica. O estudo não é um trabalho sobre religião mas, sim, de identidade negro–africana e o tratamento tem fundamento universal, evitando assim uma visão redutora da condição humana dessas sociedades.

Amkoullel, o menino fula

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21.03.2004    Historiador Eletrônico

Amkoullel, o menino fula
Marina de Mello e Souza
O livro de Hampâté Bâ nos leva para o Mali do início do século XX com rara sensibilidade narrativa.
O livro narra parte da saga de uma família, contada por um de seus mais eminentes membros, que transitou entre o mundo tradicional de seu povo, um grupo fula do atual Mali, e o mundo do colonizador francês. Neste, ele se destacou como representante de seu povo, como membro de comitês científicos, como estudioso da cultura oral malinense e defensor do seu papel no interior dessas sociedades. Aqui narra suas memórias de menino e, antes disso, o conhecimento que adquiriu acerca de seus antepassados, ouvindo atento os mais velhos nas reuniões que participou em vários pátios, na casa de muitas pessoas, em situações diferentes. À medida que nos conta os episódios, com o talento de um grande narrador (que teve em sua tradutora para o português uma colaboradora à altura), desvenda os valores, os comportamentos, as regras, as maneiras de se organizar, as injunções políticas dos grupos entre os quais viveu, na região do delta interior do Níger.
É nessa região que se desenvolveram algumas das mais brilhantes sociedades sudanesas, articuladas aos reinos do Mali, que em 1591 foi destruído por exércitos vindos da região do Marrocos, e ao reino de Songai, que sucedeu àquele e cedeu lugar a outras estruturas políticas, fortalecidas pelo comércio com o atlântico. Os pais e avós de Hampâté Bâ sofreram as conseqüências das guerras religiosas do século XIX, na esteira das quais se formaram vários estados islâmicos teocráticos, mas é a presença dos colonizadores franceses a força externa desagregadora mais presente na sua narrativa.
Quanto a esta, tem a força das tradições milenares e do talento de alguns poucos. Talvez o leitor que desconheça completamente o mundo sudanês da região do rio Níger se sinta perdido em meio a um mundo tão radicalmente diferente. Mas talvez possa compreendê-lo melhor do que por outra via qualquer, devido à força da sensibilidade como meio de comunicação universal. No meu caso, senti pulsar a vida de situações que havia abordado pelo viés do conhecimento intelectual, como disputas de poder entre diferentes clãs, padrões de comportamento e maneiras de viver o dia-a-dia. Os cartões postais anexados ao livro completam o quadro, dando exemplos visuais do que a narrativa descreve. Este é um livro cuja leitura dá prazer e que abre os horizontes.
Amkoullel, o Menino Fula
Amadou Hampâté Ba
Tradução Xina Smith de Vasconcellos
Editora: Casa das Áfricas/Palas Athena (372 págs.)

16.09.2003   Folha de São Paulo

Hampâté Bâ leva oralidade africana ao papel
Relato autobiográfico de etnólogo e filósofo malinês descreve a trajetória de mestre da transmissão oral do continente
Paulo Daniel Farah
Na África, cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima. A frase, do malinês Amadou Hampâté Bâ, expressa a importância da transmissão oral no continente e a sensação de ouvir um sábio africano relatar suas experiências: é como se vários livros se abrissem, com uma profusão de detalhes, para dar voz às histórias e às tradições locais.
“Desde a infância, éramos treinados a observar, olhar e escutar com tanta atenção que todo acontecimento se inscrevia em nossa memória como cera virgem”, diz o etnólogo, filósofo e historiador em “Amkoullel, o Menino Fula”.
Um dos maiores pensadores da África no século 20, Hampâté Bâ integra a primeira geração do Mali com educação ocidental. Seu vínculo com a tradição oral do povo fula (nação de pastores nômades que conduz seu rebanho pela África savânica) o levou a buscar o reconhecimento da oralidade africana como fonte legítima de conhecimento histórico.
Hampâté Bâ (1900-91) participou da elaboração dos primeiros estudos que usam as fontes orais de maneira sistemática, como em “História Geral da África”, publicada pela Unesco em 1980. Se escritos como esse e outros de caráter sociológico e filosófico são mais conhecidos, o relato autobiográfico tem o mérito de revelar a trajetória desse mestre da transmissão oral e comprovar a força da “oralidade deitada no papel” (nas palavras do autor).
“O extraordinário é que ele faz a palavra por escrito. Em momentos do livro, tenho a impressão de escutar um mestre da palavra. E ele era um mestre da palavra”, afirma o professor Fábio Leite, do Centro de Estudos Africanos da USP. “A obra aborda a realidade das sociedades africanas a partir de uma visão interna, que vai de dentro para fora dos fenômenos e revela a África-sujeito, a África da identidade profunda, originária, mal conhecida, portadora de propostas em valores diferenciais.”
Nascido em 1900 em Bandiagara, no atual Mali, Hampâté Bâ começou a viajar “com apenas 41 dias de presença neste mundo” e logo entrou em contato com fulas, bambaras, dogons e hauçás, entre outras comunidades étnicas.
O rei Tidjani Tall, fundador de Bandiagara, mandara dizimar todos os membros do sexo masculino da família de seu pai, que sobreviveu ao massacre. À mãe, empreendedora e de caráter forte, chamavam de “mulher de calças”. Os pais naturais, o pai espiritual (o mestre sufi Tierno Bokar) e o padrasto lhe ensinaram cedo as regras de honra e conduta.
Hampâté Bâ examina a “morte” da primeira infância, o papel das associações de jovens na formação da personalidade africana e a relação com os brancos-brancos (os europeus) e os brancos-negros (os africanos europeizados). O autor conta que, quando pequeno, tocou a mão de um “filho do fogo” (um francês) e descobriu que ele era “uma brasa que não queima”. Sem perífrases, descreve uma expedição ao lixo dos europeus para confirmar se seus excrementos eram negros –como diziam os rumores- e, mais tarde, o envio à “escola dos brancos”, “considerada pela grande maioria dos muçulmanos como o caminho mais rápido para o inferno!”.
A descrição de uma cerimônia de circuncisão, precedida de uma grande festa que vai do pôr-do-sol ao amanhecer, recebe descrição minuciosa.
Após as arengas destinadas a estimular a coragem, ao pé de duas acácias, colocavam-se pedaços de noz-de-cola na boca dos meninos, entre os molares, para medir sua coragem. Após a retirada do prepúcio, “que retém prisioneira a maioridade”, a marca dos dentes, se ligeira, confirmava a bravura do circunciso.
Hampâté Ba expõe ainda a fragilidade da civilização da oralidade que tanto defendeu. “Uma das maiores consequências da guerra de 1914, pouco conhecida, foi provocar a primeira ruptura na transmissão oral dos conhecimentos tradicionais.” No livro, ouve-se o timbre de sua voz e o murmúrio de um mundo ameaçado.
Amkoullel, o Menino Fula
Editora: Casa das Áfricas/Palas Athena  (372 págs.)
Paulo Daniel Farah é professor na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP

Lavra: Poesia reunida 1970-2000

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16-05-2006   Diário de Notícias

Entrevista com Ruy Duarte de Carvalho a respeito de Lavra

“Eu tenho pudor em inventar situações”
Isabel Lucas Rui Coutinho 

Na introdução apresenta Lavra como um livro de memórias. Não é comum associar a poesia à memória.

Este livro corresponde a experiências situadas no tempo, remete–me a memórias, a várias fases da vida e da escrita; a várias atitudes em relação à própria experiência. São muitos anos de Angola, desde antes da independência. Isso marca vários tempos de uma experiência de Angola através da minha expressão. Chegou a altura de publicar o conjunto. Não pensei que efeito poderia ter sobre o leitor. Acho que não vou fazer mais uma coisa assim.

É uma despedida da poesia?

Acabou, acho. Continuam a acontecer-me coisas que poderiam conduzir a poemas, mas meto-os nos outros escritos.

Porquê?

Não sei explicar muito bem.

Não foi uma decisão?

Não. A última recolha são extractos de um diário e cada vez mais se parece menos com a configuração da poesia, dos poemas às escadinhas. Também a articulação da linguagem foi sendo cada vez menos isso. Mas a substância poética acho que está lá, é a mesma. Como livro de poesia acho que é o último.

Reviu alguns poemas. Com que intenção?

Dei uns toques a alguns, mas não para os transformar mais em poesia ou modificar a substância. Foi para os tornar mais iguais a eles mesmos, mesmo nos defeitos. A gente acaba por saber como lhes dar a volta.

Quanto mais nos aproximamos no tempo mais visível é o cuidado com o poema do ponto de vista plástico.

A expressão plástica sempre me interessou. Nunca a pratiquei muito porque a vida não apontou para aí. Mesmo no que escrevo há muito que se revela através de imagens. O que faço é traduzir as imagens para outra linguagem. Mesmo na prosa. A imagem faz parte da minha maneira de me situar: apreender as imagens. Fiz bastante cinema e ele gera uma maneira de compensar a necessidade de expressão plástica.

Isso revela-se na forma do poema.

É. A organização do texto na página conduz a uma maneira de leitura, as cisões dos versos, as deslocações… É para funcionar um pouco como uma pauta de música.

E o desenho do poema é feito à mão?

Depende. Tiro muitas notas. A fase final é organizá-las. O modo como o poema surge corresponde logo à sua organização no espaço do papel. Mesmo em relação à escrita continuada, à prosa, acontece ter de quebrar uma linha. É uma questão de respiração. A poesia escrita é para ler. Funciona quase sempre mal a dicção pública de poemas. Procuro induzir o leitor na cadência que acho que traz mais rendimento à palavra.

Em Da Lavra Alheia (1977-80), o quinto livro deste volume, passa para poema testemunhos da expressão oral africana. O poeta aproveita o trabalho do antropólogo?

Esse livro foi feito antes da formação de antropólogo. Fiz-me antropólogo para saber com o que estava a lidar. Havia um património de expressão africana que não estava disponível para o consumo da literatura porque a recolha era feita por especialistas, por antropólogos que traduziam tendo em conta o interesse da informação e sem extrair rendimento de uma carga poética que para mim era evidente e que estava aniquilada. É um património de sabedoria universal. Decidi dar a volta a esse património de sabedoria universal. Pus notas no fim para não perturbar a leitura e porque me parecia abusivo recorrer a fontes e não as referir, mas os poemas são da minha inteira autoria. Decorrem da experiência de contacto.

Lavra é uma palavra recorrente na sua obra poética.

Fui sempre fazendo lavras. A Lavra Paralela (1983-86) nasceu no fim da minha tese sobre pescadores em Luanda. Quando arrumei os papéis tinha bué de poemas. Estava cansado da ciência e fui descobrindo que havia imensas coisas à margem do texto. Lavra é o labor da terra, uma expressão da condição humana! Remete para coisas lá de Angola. No tempo do entusiasmo revolucionário e da Aliança Operária Camponesa foi necessário dar nome a um jornal literário da União de Escritores. Tinha de ter a alusão a operários e camponeses. Alguém lembrou ‘oficina’. Eu lembrei-me de ‘lavra’. A partir daí comecei a usar a palavra. É a minha lavra poética. A palavra funda e a poesia atribui sentidos novos às palavras. Há ideias que só se apreendem com a palavra certa. Quando não a encontramos, a ideia não se agarra.

É esse o seu objectivo enquanto escritor?

É. Mais do que veicular ideias, é configurar expressões que às vezes são ideias. A ideia não precede, necessariamente, a palavra. Na poesia é a palavra que dá acesso à ideia e não a palavra que vem dar cobertura à ideia. É a palavra que desencadeia a ideia. Há-de haver filósofos que sabem disto muito mais do que eu, porque analista de literatura não sou.

Mas tem reflectido sobre isso.

Como antropólogo o meu ofício é a análise.

Diz que não é um ficcionista.

Sim, digo isso porque comecei pela poesia. A minha acção de escrita visa a síntese, não a análise. No fim, todos andamos atrás do mesmo: fundar percepções e apreensões novas. É aí que funciona a poesia. Desde que se reconheça que se passa num determinado tempo e que as marcas do lugar lhe confiram substantividade… Tem de se conseguir alguma substantividade. A palavra é que é; esse é que é o ofício do escritor. Não é o conceito. Isso é do filósofo. Isto é imagem e metáfora. Não sai disso, senão é outra coisa. Mas cada um escreve na sua onda. Eu tenho pudor em inventar situações.

É o pé na realidade do antropólogo?

Pode ser. Talvez por isso me tornei antropólogo com tanta facilidade. Posso buscar as situações que me convêm. Nada é inocente. Quando se está no terreno vamos à procura do que se sabe que é provável encontrar. Agora sentar-me a inventar implicações, não. Não sou capaz, tenho vergonha. Mas aproveitar situações e depois deixá-las ir sozinhas, isso acontece. Cada vez mais escrevo nesta meia ficção, meia viagem, meia poesia.
Ruy Duarte de Carvalho nasceu em Santarém, em 1941. Naturalizou-se angolano em 1963.
Antropólogo, doutorado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris.
É professor na Universidade de Luanda
Autor de obras como Vou lá Visitar Pastores (1999), Os Papéis do Inglês (2000) ou Paisagens Propícias (2005)

Imaginários Áfricas, ano X, n10

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A revista, com o tema Áfricas, traz artigos e reflexões sobre a cultura africana. A publicação conta com artigos de pesquisadores, colaboradores e conselheiros da Casa das Áfricas. Reproduções de obras de arte contemporânea (fotografia, escultura e pintura) dialogam com trabalhos acadêmicos para melhor compreender as dinâmicas culturais das sociedades africanas. Artigos completos no Banco de textos.

Itinerários da loucura em territórios Dogon

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O trabalho de Denise combina a medicina e a sociologia, até porque a loucura está ligada às práticas sociais. Apesar da barreira lingüística, a pesquisadora conseguiu, com o auxílio de um intérprete, participar da vida cotidiana dos Dogon e, assim, compreendê-los melhor.
Denise baseou sua pesquisa na observação dos Dogon e no convívio com eles. Ela também fez entrevistas com doentes, seus familiares, adivinhos e especialistas da medicina originária Dogon no tratamento psíquico. Além disso, ela analisou contos (prosas de ficção orais) com temas relacionados à loucura.
No decorrer do trabalho, Denise teve contato com a dor associada à loucura. “Pensando que traríamos soluções e esperanças novas, um grande número de pessoas veio pedir para irmos visitá-las e ver o parente ou o amigo que elas consideravam como wede gine (loucos)”, conta a pesquisadora no livro. Por isso, ela decidiu restringir o número de pessoas com as quais teria relacionamento mais estreito.
“Os especialistas Dogon que encontramos reconhecem a força dos medicamentos da chamada biomedicina européia, mas acreditam que esta não trata a loucura. Para eles, esses medicamentos podem acalmar uma pessoa agressiva, mas não a libertam da doença”, comenta Denise no livro. A autora teve a oportunidade de acompanhar alguns rituais, com uso, muitas vezes, de plantas consideradas curativas, que fazem parte do arsenal Dogon para tratamento da loucura.
De acordo com o livro, “o que caracteriza a ação do terapeuta e marca a diferença sobre os cuidados de um leigo está no conjunto de sua intervenção: ritos propiciatórios, encantamentos, uso de medicamentos vegetais, minerais e animais, bem como a autoridade e a qualidade da própria presença como terapeuta, reconhecido como aquele que acolhe e que tem o poder de curar”. O trabalho do terapeuta Dogon, segundo Denise, aciona mecanismos contrários ao isolamento e à solidão. Tanto que, muitas vezes, a terapia exige a presença de familiares e amigos. “Dessa forma, os procedimentos recaem também sobre o grupo social, e não sobre a pessoa isoladamente”, escreve a autora.
Os terapeutas Dogon entrevistados não sistematizam as causas da wede-wede (loucura). No entanto, Denise, a partir dos dados recolhidos em sua pesquisa de campo, agrupou essas causas da loucura segundo a cultura Dogon em cinco categorias. Entre elas, está a doença associada à transgressão de proibições sociais. Segundo a pesquisadora, portanto, “os nexos – entre manifestação da loucura e sociedade, entre processos terapêuticos e práticas ancestrais, entre real e imaginário, entre religiosidade e organização social – não podem ser separados para serem conhecidos”.
Itinerários da Loucura em Territórios Dogon é envolvente, capaz de transportar o leitor para a vida entre os Dogon. Por isso, a autora tem toda a razão quando afirma que seu estudo permite “o encontro com uma rica galeria de tipos humanos com os quais vale a pena travar contato.
2004    Estante / Fiocruz – por Fernanda Marques

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